(FIFA.com) Sábado 12 de novembro de 2011
© AFP
A derrota por 2 a 0 contra a Guiné Equatorial fora de casa deixou a seleção de Madagascar em situação complicada para a partida de volta em Antananarivo na primeira fase das eliminatórias africanas para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O atacante Faed Arsène explicou ao FIFA.com a importância de um bom resultado no tira-teima desta terça-feira.
"As cenouras ainda não estão cozidas, mas também já não estão tão cruas", brinca Arsène, baseando-se em um ditado local para brincar sobre o revés em Malabo, na última sexta-feira. "Perdemos com dois pênaltis, mas, antes disso, eles só chutaram a gol uma vez", completa o astro do ataque malgaxe, que precisará se esforçar no jogo de volta para evitar a eliminação precoce de uma geração que sonha em brilhar no continente africano.
"Pagamos caro pelas lacunas nas duas zonas da verdade, a nossa grande área e a deles", continua o centroavante do Royal Mouscron-Pérulwez, time da terceira divisão belga. "É uma pena, pois antes do primeiro gol tínhamos o monopólio do jogo. Erros bobos nos custaram a partida e é chato não ter marcado pelo menos um gol. Tudo é possível no futebol: se eles fizeram dois, podemos fazer três. Vamos precisar recuperar a vantagem rapidamente para embalarmos no jogo e ganhar confiança", anuncia o ex-atacante do Lens, na seleção há um ano.
A estreia contra a Nigéria na rodada de abertura das eliminatórias para a Copa Africana de Nações 2012 representa "a minha melhor lembrança com a equipe nacional", nas palavras do jogador que é filho de Hervé Arsène, campeão francês com o Lens em 1998. "Tive a oportunidade de medir o meu valor no cenário internacional", comenta o atacante de 26 anos. "Jogar contra as prestigiadas potências da África e contra jogadores que atuam em grandes clubes europeus faz com que a gente evolua, mas também serve para ganharmos projeção."
Falta de exposição
A 90 minutos de uma possível eliminação na corrida por uma vaga no Brasil 2014, o saldo do jogo de ida não deixa margem a dúvidas. "Em relação a outros países africanos, temos poucos jogadores que atuam na Europa e estamos atrasados em termos de desenvolvimento do futebol, apesar dos esforços das autoridades", lamenta Arsène. "Existem muitos talentos, é um desperdício. Toda vez encontro novos jogadores para quem só falta a exposição merecida para que tenham o empurrãozinho necessário. Hoje, a única porta de saída para os melhores atletas malgaxes está nas ilhas vizinhas, como Maurício ou Reunião. Isso não é suficiente para nos fazer decolar."
A 90 minutos de uma possível eliminação na corrida por uma vaga no Brasil 2014, o saldo do jogo de ida não deixa margem a dúvidas. "Em relação a outros países africanos, temos poucos jogadores que atuam na Europa e estamos atrasados em termos de desenvolvimento do futebol, apesar dos esforços das autoridades", lamenta Arsène. "Existem muitos talentos, é um desperdício. Toda vez encontro novos jogadores para quem só falta a exposição merecida para que tenham o empurrãozinho necessário. Hoje, a única porta de saída para os melhores atletas malgaxes está nas ilhas vizinhas, como Maurício ou Reunião. Isso não é suficiente para nos fazer decolar."
A tirar pelas palavras do goleador que foi ídolo do Dunkerque na França e do Olympic Charleroi na Bélgica, a revanche contra a Guiné Equatorial vale bem mais que a vaga na segunda fase do torneio classificatório. "Não avançar e ficar de fora dos outros seis jogos das eliminatórias seria uma decepção enorme, pois precisamos desses jogos para progredir, subir um degrau e ajudar o desenvolvimento do futebol na ilha", enumera o atacante. "O novo treinador fez bem em nos lembrar da importância desse confronto. Se fracassarmos, com exceção das partidas de ida e volta pelas eliminatórias da próxima Copa Africana de Nações, não disputaremos nenhuma competição oficial por vários anos. Para construirmos a base, ficaria bastante complicado. Sempre podemos esperar que isso nos sirva de lição, mas sem jogos oficiais para colocarmos as resoluções em prática, as coisas são um pouco em vão."
Madagascar precisa de uma façanha. Se o país não vencer por dois gols de diferença, o futebol malgaxe mergulhará em tempos difíceis. Para evitar que isso aconteça, o apoio da torcida será fundamental na terça-feira. "Os resultados não estão a nosso favor, mas eu adoraria ver o estádio lotado", diz Arsène. "Ele estava lotado nas eliminatórias para a Copa Africana, mas os torcedores podem estar decepcionados. Sem eles, a tarefa seria ainda mais dura."
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